sábado, 4 de novembro de 2017

Festival Bang!

No passado dia 28 de Outubro decorreu o Festival Bang! no Pavilhão Carlos Lopes, em Lisboa. 

Foi um pequeno evento dedicado a livros de fantasia organizado pela Revista Bang da editora Saída de Emergência. Foi a sua primeira edição e tive imenso prazer em fazer parte dela. Não é todos os dias em que temos um evento dedicado a livros! Ainda para mais de fantasia, que são os meus favoritos.



O espaço era pequeno mas para o que tinha a oferecer e para a quantidade de visitantes, serviu perfeitamente. Havia o auditório e o espaço das parcerias onde também decorreu a sessão de autógrafos com - sem mais nem menos - Anne Bishop!

Na zona das parcerias havia bancas de board-gaming, cosplay, streampunk e sci-fi. Não tinha muita variedade mas é sempre engraçado de ver.

Havia também uma exposição de desenhos com vários artistas portugueses que é sempre interessante de ver.

Aproveito também para informar que havia comes e bebes! Ali não passavam fome!

A outra atracção principal foi a apresentação de um livro do Fernando Ribeiro (vocalista dos Moonspell) que teve direito a um mini concerto da banda e também a apresentação do novo livro da Saída de Emergência de contos do Edgar Allan Poe.

O bilhete para o Festival Bang! teve o custo de 5€ que revertia na compra de livros na banca da editora que organizou o evento! E os livros já tinham todos eles óptimos descontos, mesmo em novidades. Aproveitei e trouxe comigo O Dragão do Inverno e Outras Histórias do George R. R. Martin que me ficou por apenas 5€, ehehe.



Uma coisa que não estava nada à espera e me surpreendeu imenso pela positiva foi que todos os visitantes, ao entregar o bilhete, recebiam um saco de goodies completamente grátis! Vinha com a última edição da Revista Bang, um livro sobre o Edgar Allan Poe, um pin e mais um voucher de desconto na loja online. 

Foi um evento pequeno e calminho mas, sinceramente, já tinha saudades de um ambiente assim, relaxante. O local era lindo porque era num parque super sossegado. Passei um bom tempo à sombra de uma árvore, deitada a ler com o som dos passarinhos.



A primeira coisa que me motivou a ir ao festival foi a presença de uma autora de renome. Só li uma trilogia dela e admito que nem foi das minhas leituras preferias, mas não acontece sempre termos bons autores cá em Portugal. Peguei no primeiro livro que li dela e lá fui eu. 
O engraçado é que o que me fez ir ao evento (o autografo da Anne Bishop) foi a única coisa que não fiz! Distrai-me na conversa fora do recinto com uma amiga e quando dei por mim, já a sessão tinha começado... E havia uma fila enorme. Fiquei uma hora e só andou um terço... Acabei por desistir porque não me ia despachar noutra hora e tinha uma ida ao cinema combinada. Custou e fiquei um pouco desiludida por a fila andar tão lentamente mas por outro lado, penso que tal se deveu à autora dedicar algum tempo a falar com os fãs, o que acho bestial. Algo triste por não ter conseguido o autografo? Sim. Mas compensei em ter gostado imenso do resto do evento. :)

Espero que o Festival Bang! Tenha tido sucesso pois, pessoalmente, gostei imenso. E espero ir a uma próxima edição. :)

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

FairyLoot Outubro 2017: Villainous


Se a do mês passado veio tarde... A de Outubro veio mais cedo que o normal!

Novamente, para quem ainda não sabe, a FairyLoot é uma caixa de subcrição mensal que todos os meses envia artigos relativos a livros de fantasia e um livro, sempre dentro de um determinado tema.

O tema para este mês foi Villainous. E prometeram itens de Sherlock, Harry Potter, Disney e The Young Elites. Não conheço o último mas não faz mal, gosto muito de tudo o resto.

Então, este mês recebi...

FairyLoot Setembro de 2017: All That Sass

Esta crate veio com um bocadinho de atraso, daí o post tardio... Mas cá está! A FairyLoot de Setembro!

Novamente, para quem ainda não sabe, a FairyLoot é uma caixa de subcrição mensal que todos os meses envia artigos relativos a livros de fantasia e um livro, sempre dentro de um determinado tema.

O tema para esse mês foi All That Sass. Foi-nos prometido artigos relacionados com personagens sassy dos livros The Mortal Instruments, The Infernal Devices, Throne of Glass, Percy Jackson e da trilogia Grisha.
Na verdade, desses todos, só conheço Percy Jackson e só pelo terrível filme que fizeram dele, nunca li os livros. Sei o que é Mortal Instruments mas também nunca li. Os outros desconheço completamente. Daí que não tinha muito interesse nesta crate mas acabei por receber artigos de que gostei muito.

Então, este mês recebi...

sábado, 14 de outubro de 2017

His Dark Materials

Sabem aquele sentimento forte que surge quando acabamos um livro que muda a nossa vida para sempre? Quando terminamos a última página e nos sentimos felizes e tristes ao mesmo tempo porque nunca mais vamos encontrar algo igual e tão perfeito para lermos. É uma sensação de coração cheio e de vazio. A história está em nós, ela existe. Mas nunca mais a vamos poder experienciar pela primeira vez, novamente.
Foi o que me aconteceu quando terminei esta trilogia. 

Esta história é composta por três volumes: "Northern Lights", "The Subtle Knife" e "The Amber Spyglass", escritos por Philip Pullman. 


Tudo começa quando Lyra Belacqua. abandona Oxford. Acompanhada por o seu dæmon Pantalaimon, quer salvar o seu amigo que desapareceu misteriosamente, tal como várias outras crianças nas redondezas. A sua natureza curiosa também a faz querer saber o que tem de importante as auroras boreais e o que é o Pó, que tanto parece interessar aos académicos e à Igreja.

O que é um dæmon, perguntam vocês? Todos os humanos têm um. No universo de Lyra manifestam-se na forma de um animal, no nosso, são invisíveis e não os ouvimos. Mas todos os têm. Fazem parte de nós.
E o Pó? Que tem pó de importante? Tudo. Tudo gira à volta do Pó. É a coisa mais importante em todos os Universos.

No segundo livro somos apresentados à outra personagem principal: Will Parry e é aí que tudo muda.

O que ao início parece uma história infantil, ao seu tempo evolui e torna-se algo muito mais complexo. É errado dizer que são livros infantis. Não são. Têm tanto significado quando lido por adultos. São incríveis. Uma criança nunca vai entender tal complexidade - pode gostar e aprender com ele, mas nunca vai sentir o que um adulto sente. Um adulto vai sempre sentir tudo mais profundamente porque vai entender o verdadeiro significado da história.

É uma história de fantasia com elementos infantis, é verdade; tem feiticeiras, ursos blindados que falam, espectros, magia... Existem vários Mundos, cada um com os seus seres. E existe o nosso. Lyra é de um e Will é de outro. Juntos vão atravessar vários Universos Paralelos enquanto uma guerra nos Céus contra a Igreja e a Autoridade deflagra.

Mas não é só sobre isso que os livros nos falam. Falam sobre crescer, sobre amar, sobre sacrifício... Sentimentos e emoções que tornam os humanos aquilo que são. 
Toda esta história tem um significado muito mais profundo do que aparenta. É preciso ler para experienciar. Estamos a ler palavras e estamos a sentir o verdadeiro significado delas. 

Falei sobre tudo e sobre nada. Divaguei. Não consegui explicar sobre o que é esta história ao certo. Nem quero. Só quero expressar o quanto a amo. Arrependo-me de não os ter lido mais cedo...

Este mês vai sair um novo livro que vai dar início a uma nova trilogia ligada a "His Dark Materials". A pre-order já está feita e estou ansiosa para poder ter "La Belle Sauvage" nas mãos. As short-stories ("Lyra's Oxford" e "Once Upon A Time In The North") que acompanham os primeiros três livros não me preencheram o vazio.

Estes livros partiram-me o coração em mil pedacinhos e nunca mais vai voltar a ser o mesmo. Esta história vai fazer sempre parte de mim. 
Obrigado, Philip Pullman.

"I will love you forever, whatever happens. Till I die and after I die, and when I find my way out of the land of the dead, I'll drift about forever, all my atoms, till I find you again..."
"I'll be looking for you, Will, every moment, every single moment. And when we do find each other again, we'll cling together so tight that nothing and no one'll ever tear us apart. Every atom of me and every atom of you. We'll live in birds and flowers and dragonflies and pine trees and in clouds and in those little specks of light you see floating in the sunbeams... And when they use our atoms to make new lives, they won't just be able to take
one, they'll have to take two, one of you and one of me, we'll be joined so tight..."

Avenida Q

" - Vou ver um espetaculo musical de comédia... Com fantoches." - disse eu aos meus pais quando me perguntaram o que ia fazer naquela noite ao Casino de Lisboa. Riram-se e abanaram a cabeça. Pareceram desapontados por uma pessoa da minha idade pagar para ir ver fantoches. O que eles não sabiam é que era a Avenida Q.


domingo, 17 de setembro de 2017

IT

O filme pelo qual esperei ansiosamente nas últimas semanas já foi visto. Refiro-me ao IT.



Inicialmente, quando o filme foi anunciado, fiquei chateada porque não achei que houvesse necessidade de um remake deste filme. 
Eu sou super fã do filme de 1990 e adoro o Tim Curry como Pennywise, por isso achei que um novo filme era uma afronta! Quando saíram as primeiras fotografias do novo palhaço diabólico, eu revirava os olhos e dizia que não era nada de especial. Continuei a achar o filme desnecessário. Até que... O trailer saiu. Aí dei o braço a torcer e disse que até parecia estar engraçado e era capaz de ver. Foi algumas semanas antes da estreia, quando começou a sair mais informação sobre o filme que comecei a ficar realmente interessada. Feedback mais que positivo, óptimas criticas, o próprio Stephen King gostou... Pronto, realmente parecia que ia ser bom e fiquei desejosa de matar a curiosidade e vê-lo. 



Saí da sala de cinema imensamente satisfeita. O filme está espectacular! Retiro tudo de mal que possa ter dito sobre este remake. Se precisávamos? Não. Se valeu a pena? SIM! E agora vou dizer uma coisa que nunca pensei dizer:
O remake está melhor que o original.

Feira Alternativa de Lisboa

Este mês decidi ser espontânea e, inesperadamente, dei por mim à entrada do INATEL para ir à Feira Alternativa de Lisboa.

É uma feira que consiste em várias bancas de terapias alternativas, tendo também bancas de artesanato, adivinhação, esoterismo, cosmética vegan artesanal, produtos ecológicos, etc. São tudo coisas em que tenho um certo interesse por isso, porque não ir dar uma olhadela? 


Havia bancas bastante interessantes mas dispensava as bancas indianas que estamos constantemente a ver em todas as feiras da Margem Sul que isso de alternativo não tem nada. Foi a única coisa em que penso que o evento pecou. 
As bancas de massagens foram muito atractivas e ponderei experimentar mas acabei por decidi que não iria conseguir relaxar ao ser vista por todos os visitantes que por ali passavam.